Mostrar mensagens com a etiqueta internacional. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta internacional. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Este dia não passará impune / This day shall not pass unscathed




Hoje, em Madrid, capital de um império colonialista, vão a tribunal dois milhões de catalães, o governo democrático da Catalunha, a Democracia europeia e o Direito Humano à autodeterminação dos Povos.

A FLA (Frente de Libertação dos Açores), em nome dos direitos do Povo açoriano, dos direitos do Povo da Catalunha, dos direitos dos povos da Europa e dos Direitos humanos, repudia este ato antidemocrático, este ato de colonialismo sobre o povo da Catalunha e acusa a Europa de preferir proteger uma monarquia e uma constituição herdadas de uma das últimas ditaduras centralistas na Europa e de proteger um estado imposto à nação Catalã, contra o qual o povo da Catalunha tem batalhado com democracia e pacifismo.

A FLA acusa a Europa e os membros da Comunidade Europeia, em especial, de abandonarem um dos seus povos e uma das suas nações aos desígnios de uma cultura, não só espanhola, mas, também, europeia, que representa um dos mais negros cunhos da Europa no mundo. Uma cultura de desrespeito pelos outros povos, as outras culturas, as outras nações, de desrespeito pela democracia dos outros, pelos direitos dos outros, sempre impondo a partir do seu centro, das suas capitais, como se a Europa fosse Bruxelas, e os estados europeus fossem simplesmente Lisboa, Madrid, Paris, Londres ou Berlin.

Este dia não passará impune e terá consequências históricas que envergonharão uma Europa que nunca aprendeu com os seus erros.

Today, in Madrid, capital of a colonialist empire, two million Catalans, the democratic government of Catalonia, the European Democracy and the Human Right of the peoples right to self-determination goes to court.

-----  

FLA (Front for the Liberation of the Azores), in the name of the rights of the Azorean People, in the name of the rights of the Catalonian People, in the name of the rights of the European Peoples and the Human rights , repudiates this undemocratic act, this colonialist act, on the people of Catalonia and accuses Europe of preferring to protect a monarchy and a constitution inherited from one of the last centralist dictators of Europe, and of protecting a state imposed on the Catalan nation, against which Catalonia as battled with democracy and pacifism.

FLA accuses Europe and the European Community in particular, of abandoning one of its peoples and one of its nations to the designs of a culture, not only Spanish, but also European, that represents one of the darkest imprints of Europe in the world. A culture of disrespect for other peoples, other cultures, other nations, of disrespect for the others democracies, for the rights of others, always imposing from the center, from its capitals, as if Europe were Brussels, and the European states were simple Lisbon, Madrid, Paris, London or Berlin.

This day shall not pass unscathed and it will bare historical consequences that will put to shame a Europe that has never learned from its mistakes.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Declaração do Arquipélago das Canárias

As nações sem estado e as colónias da África e da Europa, NSECs, convocadas pela Assembleia Nacional Catalã, ANC, e o Conselho para a Descolonização e Transição Nacional do Arquipélago das Canárias, CDTN, em plenário e por meio dos seus representantes, dirigem-se às respetivas sociedades, à comunidade internacional e às instituições supra estatais e, para os devidos efeitos, fazem a seguinte Declaração do Arquipélago das Canárias:

Aceitando inequivocamente que, as NSECs se reveem no princípio da reciprocidade e manifestam mútua solidariedade com o fim último que cada um dos seus membros persegue. Convocadas as mulheres e homens sem complexos, dignas e dignos representantes comprometidos com os valores da dignidade, da identidade, do bem-estar e do futuro dos seus respetivos Países, perante terceiros 

DECLARAMOS SOLENEMENTE:

1.A cooperação entre iguais é a nossa forma de nos apresentarmos à comunidade internacional; e é por isso que reclamamos o processo de descolonização e o direito à autodeterminação nos territórios que assim o reivindicam.
2. São as bases estruturais dos estados nacionais que nos propomos construir, a renovação da democracia, do progresso social e da equidade.

3. Expressamos a nossa viva repulsa pela falta de respeito dos atores estatais ante as nossas nações; pelas descriminações devidas à nossa etnia, cultura e língua, que lesionam os Direitos do Homem reconhecidos pela Carta das Nações Unidas. Condenamos o discurso falso e mal-intencionado que relaciona as NSECs com a xenofobia, extrema direita e racismo, sendo que esta primeira reunião é prova do que os povos de ambos os continentes têm em comum. O racismo e a xenofobia, têm-nos como inimigos expressos.

4.Denunciamos a perda de soberania dos estados que longe de reduzir as desigualdades incrementaram-nas, debilitando os direitos e liberdades assim como as conquistas sociais que haviam sido uma conquista coletiva e comunitária.
5. Reclamamos a necessidade de recuperar a soberania completa da cidadania das democracias nacionais para a resolução dos problemas dos cidadãos que observam como os seus dirigentes não têm a capacidade de transformar e mudar a realidade das suas sociedades, submetidas aos ditames de uns imprecisos e desconhecidos administradores da globalização.

6.Afirmamos que a defesa, a mobilização e a consciencialização social, o diálogo, a negociação e a via (dos 3 p) política, pacífica e com prontidão que permitirá a resolução dos conflitos. A violência é contrária à nossa natureza e princípios.

7. Respeitamos a singularidade de cada um dos processos, sem prejuízo do facto de que a confrontação que aconteça num estado, de forma específica e que ocorra entre as duas forças envolvidas, não significa que não afete o conjunto das NSECs e que se a deva considerar-como exclusiva. Qualquer agressão será ao conjunto das NSECs.

8. Nós, NSECs, afirmamos que a independência tal com a concebemos, nada tem a ver com isolamento internacional, mas sim com a cooperação, que evidenciamos com a nossa ação política concertada, conforme a nova proposta de reorganização e formulação das relações internacionais dos dois continentes.

9. Nós, NSECs, atuaremos não só com as justas, mas limitadas demonstrações de solidariedade, e estamos convencidos de que as ferramentas de cooperação entre as nações sem estado e as colónias devem ser mais contundentes e eficazes, se as condições o permitirem. As NSECs devem ser proactivas, não reativas face às ações dos nossos oponentes.

10. Comprometemo-nos a que cada subscritor ponha ao serviço dos restantes as suas relações internacionais que pela geografia, empatia ou história sejam mais desenvolvidas.

11.Estabelecemos mecanismos para a colaboração entre nações, tanto dos sectores empresariais próximos do movimento, como das organizações sindicais, sociais, de mulheres, culturais e de trabalhadores.

12. Estamos determinados a que seja prioritário para as NSECs consubstanciar em todas as nossas ações e a todos os níveis, quer sejam organizações políticas, institucionais, de representação e em todas as formulações do modelo de estado, as políticas de igualdade de género.

Com a assunção destes doze pontos da Declaração do Arquipélago das Canárias, as NSECs anunciam a nova era de erradicação das Nações sem Estados e das Colónias, da renovação da democracia, das economias, e das sociedades ao serviço das Comunidades e Nações Livres, projetando-se no mundo.

ANEXO

As NSECs, guiadas pelos princípios da mesma Declaração do Arquipélago das Canárias, RESOLVE:

Dotar-se de um órgão estável de Coordenação das NSECs a fim de garantir a continuidade deste frutífero encontro.

Estabelecer uma sede e delegações permanentes das NSECs

Dirigir-se de forma conjunta as Secretarias das ONU, EU e UA na problemática geral e singular das NSECs para desenvolver um posicionamento consensual ante os conflitos que nos dizem respeito.

Aderir à declaração sobre o “Direito à Paz”, pelo que apoiamos a definição de “Paz” formulada pelo Comité Nacional da Frente Popular para a Independência das Canárias, seguinte:
“ausência de conflitos armados e de violência estrutural causada pela negação de liberdades fundamentais, subdesenvolvimento económico e social e considerar a dominação colonial como uma das formas maiores de violência”

Incorporar nas declarações oficiais, as declarações oficiais não transcritas nesta própria celebração e que posteriormente se recebam, assim como tornar possível que aquelas outras nações e colónias que aceitando os princípios da NSECs, decidam inscrever-se

Insistir no reconhecimento dos direitos civis e políticos dos povos, implica que as administrações devem ser locais e próximas das comunidades que gerem, por isso impõe-se a descentralização, autonomia e independência.

Guiados pelos princípios da NSECs:

Apelamos ao estado espanhol para que facilite o processo de descolonização das suas colónias no continente africano, concretamente o Arquipélago Canarino, e os enclaves de Ceuta Meillla.

Reclamamos a libertação dos presos políticos e o respeito pelos resultados do referendo de 1 de Outubro, celebrado na Catalunha.

Rejeitamos toda a violência exercida por todos os atores estatais ou ingerências internacionais nos territórios africanos, devendo respeitar-se a segurança e integridade dos povos.

Ambos os conflitos só podem ter uma solução inferida do direito de autodeterminação dos povos.

No mesmo sentido:

A situação sociopolítica na Líbia:

A Líbia de ontem é o espelho da Líbia de hoje, apenas os rostos e nomes foram mudados, mas a estrutura dos princípios políticos não mudou, Khadafi e os arabo-islamitas, que controlam a Líbia hoje, são os dois lados de uma. mesma moeda, terrorismo, corrupção, sob o slogan "confrontar o colonialismo e proteger a nação árabe e a religião islâmica".

Enquanto vincularmos a Líbia aos conflitos do Oriente Médio, terrorismo e ideologias Wahabistas, todos sofreremos tanto quanto sofremos agora, a Líbia não é um país árabe, nem pela história, nem pela cultura, nem pela identidade, nem pela geografia. A Líbia é uma terra norte-africana e mediterrânea.
Imazighen na Líbia exercem autogoverno com a ausência do Estado, controlam a segurança e sua economia, estudam o Amazigh em suas escolas, média e nas suas administrações, boicotam o parlamento e o Comitê de Constituição, porque alguns líbios insistem no arabismo de Líbia.

A situação sociopolítica na Kabylia:

Apelamos ao apoio ao direito do povo de Kabylia à autodeterminação.

Denunciamos a ocupação militar de Kabylia e a repressão por parte da Argélia colonial contra a independência pacífica da Kabylia

Solicitamos ao Secretário Geral das Nações Unidas que responda ao Memorando de Autodeterminação de Kabylia, recebido em 29/09/2017

A situação sociopolítica nos Açores:

Declaramos o nosso apoio ao direito do Povo dos Açores à autoderteminação e ao fim à sua colonização por Portugal.
Especificamente, ao fim do artigo 51ª da constituição portuguesa que proíbe a criação de partidos políticos açorianos, e muito menos partidos independentistas açorianos, e o fim do decreto de lei nº 30/2015 que, apesar de ir contra ao escrito no estatuto de autonomia, que é parte integrante da constituição portuguesa, unilateralmente transferiu direitos e responsabilidades sobre o território marítimo açoriano do governo autónomo dos Açores, para o governo português.

Mostramos expressa solidariedade com o povo de Gibraltar, território graciosamente cedido pelo estado espanhol à coroa britânica em virtude do Tratado de Utrech de 1713, que exerceu o seu direito de autodeterminação em 1967 e 2002, pelo que em nenhum caso poderá ser discutida a sua soberania a propósito da questão do “BREXIT”.

O presente documento de Declaração do Arquipélago das Canárias é assumido em plenário das Nações de África, e Europa das Nações Sem Estados e das Colónias, por todos os representantes presentes e fica aberto à adesão das Nações e Colónias que expressamente assim o manifestem.

África, Arquipélago Canarino, 24 y 25 de Novembro, 2018

sábado, 24 de novembro de 2018

COMUNICADO



A Frente de Libertação dos Açores (FLA) participa no dia 24 e 25 novembro no Encontro Internacional de Movimentos Independentistas, a realizar em Las Palmas, Canárias, organizado pela ANC - Assembleia Nacional da Catalunha e pelo e pelo CDTNAC – Conselho para a Descolonização e Transição Nacional do Arquipélago das Canárias, respondendo ao convite formulado pelo Comissário e Presidente Permanente do CDTN, onde farão representar outras dezasseis Nações sem Estado e Colónias.

A organização deste evento estará a cargo da Assembleia Nacional Catalã e do Conselho para a descolonização e transição nacional do arquipélago das Canárias. Neste encontro estarão presentes representantes da Catalunha, Escócia, Irlanda, Córsega Ilhas Faroé, Véneto, Gibraltar, Líbia, Ceuta e Mélia (enclave espanhol, bem dentro do território marroquino), Kabila, Nova Caledónia (colónia francesa), Marrocos. Martinica (colónia francesa) e Açores.

Do “Programa”, e no Relatório das Nações participantes, estará incluída, a comunicação do representante da FLA, no qual se apresentará a visão sobre a situação atual dos Açores sobre o sistema autonómico, que não é mais do que a ferramenta que permite a manutenção de uma cultura centralista e colonialista por parte de Lisboa, que, perante as leis e a constituição portuguesa, relega a autonomia a um estatuto de colónia. Nesta comunicação será salientando o facto de nos Açores, ao contrário de noutros Estados sem nação e colónias, serem proibidos partidos açorianos, principalmente se forem independentistas, bem como, o facto de o atual estatuto não permitir aos órgãos de soberania dos Açores a administração e gestão do Mar dos Açores da ZEE, que faz parte do território açoriano e da exploração da sua plataforma marítima, bem como do seu Espaço Aéreo.

Esta conferência salienta o paradigma de persistência colonial e decadente dos Estados, que foram potencias colónias, e dão continuidade ao saque das regiões que ocupadas de forma a retirarem proveitos estratégicos da ocupação que fazem das regiões que ocupam.

Assim, para manifestar o apoio a uma luta de reivindicação democrática e pacifica pelos direitos dos povos a lutarem pelos seus direitos, a FLA participará neste encontro.

A FLA, no seguimento de uma nova estratégia, e de uma nova abertura de aproximação aos seus congêneres europeus, tem estabelecido uma série de contactos que têm aproximado a sua ação à luta dos europeus que, tal como nós, são oprimidos nas suas pretensões.

Viver numa região onde se tapa a boca dos locais e depois se fala em seu nome é uma condição inaceitável. Denunciar esta condição é dever de todos os Homens que se dizem democratas. Esta condição tem vindo a granjear grandes simpatias nos nossos congéneres europeus, provocando grande indignação junto daqueles que, tal como nós, lutam pela autodeterminação dos seus povos.

Para além de uma luta posições, o que está em causa é uma luta de direitos que estão consagrados em todos os documentos daqueles que se dizem defensores dos direitos democráticos. É inaceitável que existam cidadãos que possam exercer a sua cidadania em pleno, enquanto que outros tenham que estar condenados a ter que aceitar o silêncio como única solução.

Quando se procura participação democrática no exterior é porque na nossa casa não sabe o que é democracia, o que deveria envergonhar todos aqueles que se dizem democratas.




Ponta Delgada, 23 de novembro de 2018




O presidente do Diretório da Frente de Libertação dos Açores




Rui Machado de Medeiros

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

A FLA no Encontro Internacional de movimentos independentistas nas Canárias




A FLA – Frente de Libertação dos Açores, estará presente no Encontro Internacional de movimentos independentistas nas Canárias, a realizar em Las Palmas nos próximos dias 24 e 25 do corrente mês, organizado pela ANC - Assembleia Nacional da Catalunha e pelo e pelo CDTNAC – Conselho para a Descolonização e Transição Nacional do Arquipélago das Canárias, respondendo ao convite formulado pelo Comissário e Presidente Permanente do CDTN e onde far-se-ão representar outras 16 Nações sem Estado e Colónias.


Este encontro internacional de movimentos independentistas, pretende criar um espaço comum, a partir dos instrumentos democráticos de um debate renovado, com uma vontade unitária de ação social e política e que seja um impulso internacional que permita exercer o direito à autodeterminação e, conforme o caso, à descolonização das diferentes identidades nacionais, ou Povos, com o desejo histórico e actual de soberania política como um estado soberano.

sábado, 9 de junho de 2018

Juntos seremos mais fortes



A FLA está em harmonia com os seus irmãos insulares canarinos e agradece as suas palavras endereçadas ao dia 6 de junho. Estamos juntos e de certeza numa frente atlântica seremos mais fortes. Os ilhéus têm muito a ganhar se estiverem juntos. O atlântico é nosso. Juntos seremos mais fortes.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Europa das regiões e o papel da FLA nos Açores



06 junho 2018, Hotel VIP, Ponta Delgada




Gostava de vos falar do referendo de 1 de outubro do ano passado para a formação de uma republica independente na Catalunha, de falar-vos do sonho de uma Europa das regiões e, também, do papel da FLA no processo de tornar esse sonho realidade nos Açores.

Tenho muito orgulho em ter participado no referendo de 1 de outubro na Catalunha, uma participação individual e simples, mas também uma participação em nome da FLA e em nome do direito dos açorianos à sua autodeterminação. Na Catalunha testemunhei um povo com a certeza de estar no lado correcto da história, um povo corajoso, militante e sem medo. Um povo, pelo menos no dia do referendo, não refém de partidos ou ideologias. Um povo calculadamente pacifico, mas nunca subjugado.

A mesa de voto à qual fui dar apoio tinha cerca de uma centena de voluntários dispostos a defender as urnas. O nosso papel quando se começavam a ouvir as sirenes das carrinhas negras e prenhas de agentes da violência, era formarmos uma massa humana, compacta, contra a entrada de acesso à mesa de voto. Toda a tarde, num banco de jardim perto da porta, estavam sentadas 3 senhoras de mais idade, cabelos brancos, e um senhor da mesma geração, com os seus casacos já de inverno e seus guardas chuvas. Uma das muitas vezes que as carrinhas passaram, mas a primeira em que pararam, para meu grande espanto o grupo do banco de jardim, já depois de estarmos todos compactados em frente à porta, levantou-se e veio serenamente posicionar-se na primeira fila, a mais exposta. As pessoas pediram-lhes que se posicionassem mais a meio da massa humana, menos expostos, mas não, insistiram que ficariam na primeira fila. Uma imagem, um acto de coragem, uma entrega a uma causa, que nunca esquecerei. Aquilo que se viu na televisão foi exactamente o que testemunhei, uma Espanha centralista, colonialista, violenta, opressiva.

Mas a Espanha não está sozinha. A Europa foi também construída, em parte, tendo por base essa cultura centralista, colonialista, violenta e opressiva, uma cultura que não desaparece numa geração, nem em duas. Na minha opinião, essa não é a Europa para os Açores. Não queremos uma Europa das capitais, de Lisboa, Madrid, Paris, Berlim e Bruxelas. A nossa Europa, a Europa a que pertencemos, é uma Europa das regiões, dos povos, das línguas, da democracia. E neste momento ela já floresce por todo o continente europeu, já cheira a futuro. Nas ilhas Faroé, onde governam nacionalistas, em breve farão um reverendo para que possam possuir a sua própria constituição. Na Escócia governam os nacionalistas e por pouco não ganharam um referendo que lhes daria a independência. Na Córsega os nacionalistas ganharam as últimas eleições. Nas Canárias, onde a FLA esteve em visita oficial este ano, governam nacionalistas. Na Catalunha e noutras nações de Espanha, é o que todos sabemos. Nas ilhas da Polinésia francesa, as forças independentistas conseguiram o seu primeiro deputado eleito para a assembleia nacional francesa. Em Flandres, na Sardenha, na Bretanha francesa, na Occitânia, na Bavaria, no Tirol, na cidade estado de Veneza.... E quase sem excepção, o fortalecimento destas forças soberanistas, pela Europa fora, têm criado, nestas nações, uma dinâmica económica positiva, uma maior participação activa democrática e um enriquecimento e preservação das culturas destes povos.

Nos Açores, a constituição portuguesa, a que somos obrigados a obedecer, não permite que se dê aos açorianos uma escolha democrática que inclua partidos açorianos ou nacionalistas. Assim, neste momento, só a FLA se apresenta com clareza moral para, nos Açores, liderar essa evolução, que ocorre na Europa. Só a FLA pode levar os Açorianos a participarem na construção desta nova Europa, pois como sabemos, todos os outros, no horizonte da política nos Açores, são peças de um xadrez que se joga em Lisboa, mesmo que o tabuleiro esteja cá, e atenção, nunca são as peças do xadrez que ganham o jogo. Mas nos Açores, para a FLA, os açorianos não são peças de um jogo, são jogadores de pleno direito.

Daqui a uns dias, a dez de junho, o presidente de Portugal, um velho do Restelo, vem cá hastear uma bandeira de Portugal de 3 por 2 metros, na praça Gonçalo Velho Cabral, que Bolieiro vai fazer o favor de iluminar à noite, incrível. Um acto de puro colonialismo que os lacaios de Lisboa aceitam. Mas como velho do Restelo que é, o presidente de Portugal, como sempre se fez noutras colónias, vai enfiar na nossa carne esse símbolo de um império colonial e retorna à sua capital onde há séculos se vive à custa do que é de outros povos, que é o que pretendem fazer agora com o Mar dos Açores. Mas cuidado velhos do Restelo, aqui nos Açores, quando nos ferem sangramos lava quente, demolidora e nela renascemos, sempre…

Pois no dia 10 de junho lá estarei, na praça Gonçalo Velho Cabral, respeitosamente, mas com a nossa bandeira. Os açorianos precisam de saber que não estão sós e abandonados a essa cultura colonialista, centralista. Precisam de saber que a FLA está aqui para proteger e salvaguardar a soberania dos Açores, a cultura açoriana e os meios de sustentabilidade dos Açores.

Não tenhamos dúvidas, os Açores precisam da FLA e a FLA precisa de cada um de nós. Plagiando um presidente norte americano, digo-vos que esta não é a altura de nos perdermos na pergunta sobre o que a independência pode fazer por nós, mas sim o que podemos fazer pela independência dos Açores. E faz-se tarde. Está na hora de nos pormos a caminho porque, meus caros, a independência dos Açores não é um ponto de partida, é um ponto de chegada e, repito, para lá chegarmos os Açores precisam de cada um de nós...




Um abraço Dr. Rui Medeiros, um abraço a todos,

Viva a FLA e vivam os Açores livres.




Dr. António José de Almeida

sábado, 23 de dezembro de 2017

Catalunha – contra todo o centralismo, contra todas as repressões.

A FLA – Frente de Libertação dos Açores congratula os independentistas catalães que, contra todo centralismo de Madrid e de Bruxelas e contra todas as repressões, toda a violência, todos os exílios e todas as prisões, alcançaram ontem uma nova maioria parlamentar, com mais votos do que em 2015, ultrapassando os 2 milhões de votos. Fica assim provado, mais uma vez, que a força dos independentistas catalães não é uma miragem de Puidgemont e de muitos, mas sim uma cegueira de Rajoy, de Juncker e da sua velha guarda.

A única leitura possível sobre uma vitória, para as eleições na Catalunha, é que essa foi alcançada pelos independentistas que, tal como na última e interrompida legislatura, alcançaram maioria parlamentar e poderão, se assim se entenderem de novo, formar governo.

Uma nova era, para esta velha Europa, se adivinha. Uma nova Europa surge, uma Europa dos povos, das línguas, dos cidadãos, da democracia. Saem derrotados os Rajoys, os Junckers, que não acreditam na democracia, e o centralismo de Madrid, Bruxelas, Berlin, Paris, Lisboa.

Que a dignidade do povo catalão sirva de exemplo a todos os açorianos, para que acreditemos nesta nova Europa e lutemos para participar na sua construção, como um povo e como uma nação.

Que tenhamos a coragem de exigir, desde já, a Lisboa e à constituição centralista e não democrática de Portugal o direito dos açorianos independentistas se organizarem politicamente e o direito dos emigrantes açorianos votarem nas eleições parlamentares açorianas, como vimos, em ambos os casos, ontem na Catalunha.

Viva os Açores, viva a Catalunha, viva a independência dos povos, viva a democracia, viva a Europa.

Catalonia - against all the centralism, against all the repression.

FLA - Liberation Front of the Azores congratulates the Catalan independentists who, against all the centralism in Madrid and Brussels and against all the repression, all the violence, all the exiling and all the imprisonments, won yesterday a new parliamentary majority, with more votes than in 2015, surpassing now the 2 million votes. It is thus proved, once again, that the strength of Catalan independentists is not a mirage of Puidgemont and others, but a blindness of Rajoy, Juncker and their old guard.

The only possible reading on a victory for this elections in Catalonia is that it was won by the independentists, who, like in the last and interrupted legislature, reached a parliamentary majority and can, if they so wish, form a government.

A new era, for this old Europe, can be foreseen. A new Europe emerges, a Europe of the peoples, of the languages, of the citizens, of democracy. The Rajoys, the Junckers, who do not believe in democracy, and the centralism of Madrid, Brussels, Berlin, Paris, Lisbon, come out of this defeated.

May the dignity of the Catalan people serve as an example to all Azoreans, so that we may believe in this new Europe and strive to participate in its construction as a people and as a nation.

May we have the courage to demand from Lisbon and the centralist and undemocratic constitution of Portugal the right of the Azorean independentists to organize politically and the right of Azorean emigrants to vote in the Azorean parliamentary elections, as we have seen for both cases, yesterday, in Catalonia.

Viva os Açores, visca Catalunya, hurray for the independence of the peoples, hurray for democracy, hurray for Europe.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

UN PAESE DA FÀ / UM PAÍS A CONSTRUIR


A FLA, Frente de Libertação dos Açores, congratula a Pè a Córsega, coligação dos partidos independentistas e nacionalistas da Córsega, pela estrondosa e indiscutível vitória nas eleições regionais do dia 10/12/2017. Com 56.5% dos votos os nacionalistas corsos obtêm uma maioria absoluta no parlamento corso.
A FLA acredita que está em curso um conjunto de transformações na Europa que permitirão a afirmação de uma Europa dos povos, das línguas, das culturas, da democracia e dos direitos humanos.
Que o exemplo de outros povos europeus sirva de exemplo ao povo açoriano para que trilhemos o nosso caminho, para que participemos nessa revolução e sejamos, também, construtores dessa nova Europa.

Frente de Libertação dos Açores
10/12/2017

U FLA, u Front d'Liberazione di l'Açores, felicità à Pè a Corsica, una coalition di partiti independentisti i naziunalisti di Corsica, per a vindua è innifaria in l'elezzioni regionale 10/12/2017. Cù u 56.5% di i voti, i nazziunalisti i Corsi abbianu a maiüità assoluta in u Parlamentu Corsu.
Pudete l'esempiu di l'altri populi europei servinu com'è un esempiu per l'omi Açores, per quandemu pudemu pisà u nostru modu, chì pudemu avè participatu à sta rivuluzione è chì sò ancu custruttori di sta nova Europa.

Front d'Liberazione di l'Açores

La FLA, Front de Libération des Açores, félicite Pè sur la Corse, une coalition de l'indépendance et des partis nationalistes de Corse, pour la victoire retentissante et indéniable des élections régionales du 10/12/2017. Avec 56,5% des voix, les nationalistes corse obtiennent la majorité absolue au parlement corse.
Puisse l'exemple d'autres peuples européens servir d'exemple au peuple açorien, afin que nous puissions nous frayer un chemin, que nous participions à cette révolution et que nous soyons aussi les constructeurs de cette nouvelle Europe.

Front de Libération des Açores

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Parabéns Catalunha



A Frente de Libertação dos Açores congratula-se com o momento histórico que o Povo Catalão está a viver e manifesta o seu total apoio à realização do referendo, desejando que a vontade dos cidadãos seja respeitada. Conscientes de que estamos a viver um momento único e como prova de solidariedade, o nosso movimento far-se-á representar por um dos principais dirigentes que estará em Barcelona entre os dias 30 de setembro e 4 de outubro. Com este gesto pretendemos fazer sentir o nosso total e incondicional apoio.

Que a libertação do Povo da Catalunha seja um exemplo para todos os Povos oprimidos.


Ponta Delgada, 17 de setembro de 2017

terça-feira, 20 de junho de 2017

Parabéns Córsega


A FLA regozija-se com a histórica vitória dos nacionalistas da ilha de Córsega ( Pé a Corsica), nas eleições legislativas francesas, elegendo, pela primeira vez deputados para a Assembleia da República Francesa e logo conseguindo eleger 3 dos 4 lugares disponíveis para a ilha de Córsega. Isto após terem ganhado as eleições corsas de 2015.

A FLA regozija-se, também, com a eleição histórica, de um primeiro deputado independentista da Polinésia Francesa, para a Assembleia da República Francesa.
O mundo, e a Europa em particular, vive um momento de afirmação dos povos e afirmação da autodeterminação dos povos, tendo este resultado em afirmações democráticas nesse sentido, na ilha de Córsega, nas ilhas da Polinésia Francesa, nas ilhas Canárias, na Escócia, na Catalunha e em muitos outras eleições, criando uma nova dinâmica com expressões culturais, económicas e políticas positivas em todos os casos.

Aos Açores e aos açorianos como cidadãos do mundo, e em particular da Europa, é-lhes negado, constitucionalmente, esse direito, comum aos cidadãos das grandes democracias europeias, de se poderem organizar e de poderem constituir partidos, ou forças políticas, açorianos que legalmente possam concorrer, em pé de igualdade, às eleições portuguesas, ditas democráticas.


Está na hora de exigirmos, e de obtermos, o que é nosso por direito, à luz dos direitos humanos internacionais e à luz dos direitos democráticos dos povos. Está na hora da autodeterminação do povo açoriano e dos Açores.