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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Este dia não passará impune / This day shall not pass unscathed




Hoje, em Madrid, capital de um império colonialista, vão a tribunal dois milhões de catalães, o governo democrático da Catalunha, a Democracia europeia e o Direito Humano à autodeterminação dos Povos.

A FLA (Frente de Libertação dos Açores), em nome dos direitos do Povo açoriano, dos direitos do Povo da Catalunha, dos direitos dos povos da Europa e dos Direitos humanos, repudia este ato antidemocrático, este ato de colonialismo sobre o povo da Catalunha e acusa a Europa de preferir proteger uma monarquia e uma constituição herdadas de uma das últimas ditaduras centralistas na Europa e de proteger um estado imposto à nação Catalã, contra o qual o povo da Catalunha tem batalhado com democracia e pacifismo.

A FLA acusa a Europa e os membros da Comunidade Europeia, em especial, de abandonarem um dos seus povos e uma das suas nações aos desígnios de uma cultura, não só espanhola, mas, também, europeia, que representa um dos mais negros cunhos da Europa no mundo. Uma cultura de desrespeito pelos outros povos, as outras culturas, as outras nações, de desrespeito pela democracia dos outros, pelos direitos dos outros, sempre impondo a partir do seu centro, das suas capitais, como se a Europa fosse Bruxelas, e os estados europeus fossem simplesmente Lisboa, Madrid, Paris, Londres ou Berlin.

Este dia não passará impune e terá consequências históricas que envergonharão uma Europa que nunca aprendeu com os seus erros.

Today, in Madrid, capital of a colonialist empire, two million Catalans, the democratic government of Catalonia, the European Democracy and the Human Right of the peoples right to self-determination goes to court.

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FLA (Front for the Liberation of the Azores), in the name of the rights of the Azorean People, in the name of the rights of the Catalonian People, in the name of the rights of the European Peoples and the Human rights , repudiates this undemocratic act, this colonialist act, on the people of Catalonia and accuses Europe of preferring to protect a monarchy and a constitution inherited from one of the last centralist dictators of Europe, and of protecting a state imposed on the Catalan nation, against which Catalonia as battled with democracy and pacifism.

FLA accuses Europe and the European Community in particular, of abandoning one of its peoples and one of its nations to the designs of a culture, not only Spanish, but also European, that represents one of the darkest imprints of Europe in the world. A culture of disrespect for other peoples, other cultures, other nations, of disrespect for the others democracies, for the rights of others, always imposing from the center, from its capitals, as if Europe were Brussels, and the European states were simple Lisbon, Madrid, Paris, London or Berlin.

This day shall not pass unscathed and it will bare historical consequences that will put to shame a Europe that has never learned from its mistakes.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Europa das regiões e o papel da FLA nos Açores



06 junho 2018, Hotel VIP, Ponta Delgada




Gostava de vos falar do referendo de 1 de outubro do ano passado para a formação de uma republica independente na Catalunha, de falar-vos do sonho de uma Europa das regiões e, também, do papel da FLA no processo de tornar esse sonho realidade nos Açores.

Tenho muito orgulho em ter participado no referendo de 1 de outubro na Catalunha, uma participação individual e simples, mas também uma participação em nome da FLA e em nome do direito dos açorianos à sua autodeterminação. Na Catalunha testemunhei um povo com a certeza de estar no lado correcto da história, um povo corajoso, militante e sem medo. Um povo, pelo menos no dia do referendo, não refém de partidos ou ideologias. Um povo calculadamente pacifico, mas nunca subjugado.

A mesa de voto à qual fui dar apoio tinha cerca de uma centena de voluntários dispostos a defender as urnas. O nosso papel quando se começavam a ouvir as sirenes das carrinhas negras e prenhas de agentes da violência, era formarmos uma massa humana, compacta, contra a entrada de acesso à mesa de voto. Toda a tarde, num banco de jardim perto da porta, estavam sentadas 3 senhoras de mais idade, cabelos brancos, e um senhor da mesma geração, com os seus casacos já de inverno e seus guardas chuvas. Uma das muitas vezes que as carrinhas passaram, mas a primeira em que pararam, para meu grande espanto o grupo do banco de jardim, já depois de estarmos todos compactados em frente à porta, levantou-se e veio serenamente posicionar-se na primeira fila, a mais exposta. As pessoas pediram-lhes que se posicionassem mais a meio da massa humana, menos expostos, mas não, insistiram que ficariam na primeira fila. Uma imagem, um acto de coragem, uma entrega a uma causa, que nunca esquecerei. Aquilo que se viu na televisão foi exactamente o que testemunhei, uma Espanha centralista, colonialista, violenta, opressiva.

Mas a Espanha não está sozinha. A Europa foi também construída, em parte, tendo por base essa cultura centralista, colonialista, violenta e opressiva, uma cultura que não desaparece numa geração, nem em duas. Na minha opinião, essa não é a Europa para os Açores. Não queremos uma Europa das capitais, de Lisboa, Madrid, Paris, Berlim e Bruxelas. A nossa Europa, a Europa a que pertencemos, é uma Europa das regiões, dos povos, das línguas, da democracia. E neste momento ela já floresce por todo o continente europeu, já cheira a futuro. Nas ilhas Faroé, onde governam nacionalistas, em breve farão um reverendo para que possam possuir a sua própria constituição. Na Escócia governam os nacionalistas e por pouco não ganharam um referendo que lhes daria a independência. Na Córsega os nacionalistas ganharam as últimas eleições. Nas Canárias, onde a FLA esteve em visita oficial este ano, governam nacionalistas. Na Catalunha e noutras nações de Espanha, é o que todos sabemos. Nas ilhas da Polinésia francesa, as forças independentistas conseguiram o seu primeiro deputado eleito para a assembleia nacional francesa. Em Flandres, na Sardenha, na Bretanha francesa, na Occitânia, na Bavaria, no Tirol, na cidade estado de Veneza.... E quase sem excepção, o fortalecimento destas forças soberanistas, pela Europa fora, têm criado, nestas nações, uma dinâmica económica positiva, uma maior participação activa democrática e um enriquecimento e preservação das culturas destes povos.

Nos Açores, a constituição portuguesa, a que somos obrigados a obedecer, não permite que se dê aos açorianos uma escolha democrática que inclua partidos açorianos ou nacionalistas. Assim, neste momento, só a FLA se apresenta com clareza moral para, nos Açores, liderar essa evolução, que ocorre na Europa. Só a FLA pode levar os Açorianos a participarem na construção desta nova Europa, pois como sabemos, todos os outros, no horizonte da política nos Açores, são peças de um xadrez que se joga em Lisboa, mesmo que o tabuleiro esteja cá, e atenção, nunca são as peças do xadrez que ganham o jogo. Mas nos Açores, para a FLA, os açorianos não são peças de um jogo, são jogadores de pleno direito.

Daqui a uns dias, a dez de junho, o presidente de Portugal, um velho do Restelo, vem cá hastear uma bandeira de Portugal de 3 por 2 metros, na praça Gonçalo Velho Cabral, que Bolieiro vai fazer o favor de iluminar à noite, incrível. Um acto de puro colonialismo que os lacaios de Lisboa aceitam. Mas como velho do Restelo que é, o presidente de Portugal, como sempre se fez noutras colónias, vai enfiar na nossa carne esse símbolo de um império colonial e retorna à sua capital onde há séculos se vive à custa do que é de outros povos, que é o que pretendem fazer agora com o Mar dos Açores. Mas cuidado velhos do Restelo, aqui nos Açores, quando nos ferem sangramos lava quente, demolidora e nela renascemos, sempre…

Pois no dia 10 de junho lá estarei, na praça Gonçalo Velho Cabral, respeitosamente, mas com a nossa bandeira. Os açorianos precisam de saber que não estão sós e abandonados a essa cultura colonialista, centralista. Precisam de saber que a FLA está aqui para proteger e salvaguardar a soberania dos Açores, a cultura açoriana e os meios de sustentabilidade dos Açores.

Não tenhamos dúvidas, os Açores precisam da FLA e a FLA precisa de cada um de nós. Plagiando um presidente norte americano, digo-vos que esta não é a altura de nos perdermos na pergunta sobre o que a independência pode fazer por nós, mas sim o que podemos fazer pela independência dos Açores. E faz-se tarde. Está na hora de nos pormos a caminho porque, meus caros, a independência dos Açores não é um ponto de partida, é um ponto de chegada e, repito, para lá chegarmos os Açores precisam de cada um de nós...




Um abraço Dr. Rui Medeiros, um abraço a todos,

Viva a FLA e vivam os Açores livres.




Dr. António José de Almeida

sábado, 23 de dezembro de 2017

Catalunha – contra todo o centralismo, contra todas as repressões.

A FLA – Frente de Libertação dos Açores congratula os independentistas catalães que, contra todo centralismo de Madrid e de Bruxelas e contra todas as repressões, toda a violência, todos os exílios e todas as prisões, alcançaram ontem uma nova maioria parlamentar, com mais votos do que em 2015, ultrapassando os 2 milhões de votos. Fica assim provado, mais uma vez, que a força dos independentistas catalães não é uma miragem de Puidgemont e de muitos, mas sim uma cegueira de Rajoy, de Juncker e da sua velha guarda.

A única leitura possível sobre uma vitória, para as eleições na Catalunha, é que essa foi alcançada pelos independentistas que, tal como na última e interrompida legislatura, alcançaram maioria parlamentar e poderão, se assim se entenderem de novo, formar governo.

Uma nova era, para esta velha Europa, se adivinha. Uma nova Europa surge, uma Europa dos povos, das línguas, dos cidadãos, da democracia. Saem derrotados os Rajoys, os Junckers, que não acreditam na democracia, e o centralismo de Madrid, Bruxelas, Berlin, Paris, Lisboa.

Que a dignidade do povo catalão sirva de exemplo a todos os açorianos, para que acreditemos nesta nova Europa e lutemos para participar na sua construção, como um povo e como uma nação.

Que tenhamos a coragem de exigir, desde já, a Lisboa e à constituição centralista e não democrática de Portugal o direito dos açorianos independentistas se organizarem politicamente e o direito dos emigrantes açorianos votarem nas eleições parlamentares açorianas, como vimos, em ambos os casos, ontem na Catalunha.

Viva os Açores, viva a Catalunha, viva a independência dos povos, viva a democracia, viva a Europa.

Catalonia - against all the centralism, against all the repression.

FLA - Liberation Front of the Azores congratulates the Catalan independentists who, against all the centralism in Madrid and Brussels and against all the repression, all the violence, all the exiling and all the imprisonments, won yesterday a new parliamentary majority, with more votes than in 2015, surpassing now the 2 million votes. It is thus proved, once again, that the strength of Catalan independentists is not a mirage of Puidgemont and others, but a blindness of Rajoy, Juncker and their old guard.

The only possible reading on a victory for this elections in Catalonia is that it was won by the independentists, who, like in the last and interrupted legislature, reached a parliamentary majority and can, if they so wish, form a government.

A new era, for this old Europe, can be foreseen. A new Europe emerges, a Europe of the peoples, of the languages, of the citizens, of democracy. The Rajoys, the Junckers, who do not believe in democracy, and the centralism of Madrid, Brussels, Berlin, Paris, Lisbon, come out of this defeated.

May the dignity of the Catalan people serve as an example to all Azoreans, so that we may believe in this new Europe and strive to participate in its construction as a people and as a nation.

May we have the courage to demand from Lisbon and the centralist and undemocratic constitution of Portugal the right of the Azorean independentists to organize politically and the right of Azorean emigrants to vote in the Azorean parliamentary elections, as we have seen for both cases, yesterday, in Catalonia.

Viva os Açores, visca Catalunya, hurray for the independence of the peoples, hurray for democracy, hurray for Europe.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Parabéns Catalunha



A Frente de Libertação dos Açores congratula-se com o momento histórico que o Povo Catalão está a viver e manifesta o seu total apoio à realização do referendo, desejando que a vontade dos cidadãos seja respeitada. Conscientes de que estamos a viver um momento único e como prova de solidariedade, o nosso movimento far-se-á representar por um dos principais dirigentes que estará em Barcelona entre os dias 30 de setembro e 4 de outubro. Com este gesto pretendemos fazer sentir o nosso total e incondicional apoio.

Que a libertação do Povo da Catalunha seja um exemplo para todos os Povos oprimidos.


Ponta Delgada, 17 de setembro de 2017