sábado, 23 de dezembro de 2017

Catalunha – contra todo o centralismo, contra todas as repressões.

A FLA – Frente de Libertação dos Açores congratula os independentistas catalães que, contra todo centralismo de Madrid e de Bruxelas e contra todas as repressões, toda a violência, todos os exílios e todas as prisões, alcançaram ontem uma nova maioria parlamentar, com mais votos do que em 2015, ultrapassando os 2 milhões de votos. Fica assim provado, mais uma vez, que a força dos independentistas catalães não é uma miragem de Puidgemont e de muitos, mas sim uma cegueira de Rajoy, de Juncker e da sua velha guarda.

A única leitura possível sobre uma vitória, para as eleições na Catalunha, é que essa foi alcançada pelos independentistas que, tal como na última e interrompida legislatura, alcançaram maioria parlamentar e poderão, se assim se entenderem de novo, formar governo.

Uma nova era, para esta velha Europa, se adivinha. Uma nova Europa surge, uma Europa dos povos, das línguas, dos cidadãos, da democracia. Saem derrotados os Rajoys, os Junckers, que não acreditam na democracia, e o centralismo de Madrid, Bruxelas, Berlin, Paris, Lisboa.

Que a dignidade do povo catalão sirva de exemplo a todos os açorianos, para que acreditemos nesta nova Europa e lutemos para participar na sua construção, como um povo e como uma nação.

Que tenhamos a coragem de exigir, desde já, a Lisboa e à constituição centralista e não democrática de Portugal o direito dos açorianos independentistas se organizarem politicamente e o direito dos emigrantes açorianos votarem nas eleições parlamentares açorianas, como vimos, em ambos os casos, ontem na Catalunha.

Viva os Açores, viva a Catalunha, viva a independência dos povos, viva a democracia, viva a Europa.

Catalonia - against all the centralism, against all the repression.

FLA - Liberation Front of the Azores congratulates the Catalan independentists who, against all the centralism in Madrid and Brussels and against all the repression, all the violence, all the exiling and all the imprisonments, won yesterday a new parliamentary majority, with more votes than in 2015, surpassing now the 2 million votes. It is thus proved, once again, that the strength of Catalan independentists is not a mirage of Puidgemont and others, but a blindness of Rajoy, Juncker and their old guard.

The only possible reading on a victory for this elections in Catalonia is that it was won by the independentists, who, like in the last and interrupted legislature, reached a parliamentary majority and can, if they so wish, form a government.

A new era, for this old Europe, can be foreseen. A new Europe emerges, a Europe of the peoples, of the languages, of the citizens, of democracy. The Rajoys, the Junckers, who do not believe in democracy, and the centralism of Madrid, Brussels, Berlin, Paris, Lisbon, come out of this defeated.

May the dignity of the Catalan people serve as an example to all Azoreans, so that we may believe in this new Europe and strive to participate in its construction as a people and as a nation.

May we have the courage to demand from Lisbon and the centralist and undemocratic constitution of Portugal the right of the Azorean independentists to organize politically and the right of Azorean emigrants to vote in the Azorean parliamentary elections, as we have seen for both cases, yesterday, in Catalonia.

Viva os Açores, visca Catalunya, hurray for the independence of the peoples, hurray for democracy, hurray for Europe.