terça-feira, 19 de junho de 2018

Comunicado




No último dia 10 de junho, comemorou-se pela terceira vez o dia de Portugal nos Açores. Em contraste com as outras vezes, na última comemoração assistiu-se, em termos militares, “à maior operação insular de sempre em termos logísticos” (SIC). Aquando do hastear da bandeira portuguesa, foram retiradas todas as bandeiras da região que costumam estar na praça Gonçalo Velho e arredores. Também foram violadas as liberdades de expressão e circulação a um grupo de independentistas que assumidamente como tal desejavam marcar a sua posição perante o presidente da república.

Portugal prega aos quatro ventos que temos autonomia, mas sempre que lhe interessa, suspende aquilo que refere ser um dado adquirido, mesmo que para tal tenha que violar aquilo que consagra cinicamente na sua constituição. Estas cerimónias personificam o recuo que a autonomia tem vindo a sofrer. Mais uma vez confirmamos que só conseguimos ser autónomos porque Portugal não teve outra forma de travar o movimento a favor da independência, o que significa que a autonomia foi arrancada a ferros, porque “poder” não se dá, conquista-se.

Como consequência destes tristes dias a FLA:

- (1) repudia a cuidada ausência de símbolos da soberania dos Açores nos atos oficias;

- (2) apoia os cidadãos açorianos que, através das suas ações enfrentaram e comprovaram o comportamento antidemocrático e a cultura colonialista de Portugal nos Açores;

- (3) repudia a violação dos direitos de manifestação e movimentação dos cidadãos açorianos que perante o ataque aos seus direitos e contra a soberania dos Açores disseram não;

- (4) regozija-se com o civismo desses açorianos, que, mesmo vendo os seus direitos violados, reagiram de forma pacifica demonstrando que a luta pela independência dos Açores, não usará de violência;

- (5) reafirma que não é contra Portugal, nem contra os portugueses, nem contra nenhuma ideologia;

- (6) reafirma que é acima de tudo pelos Açores e pelos Açorianos.

Os Açores precisam da FLA e os açorianos precisam de saber que não estão sós e abandonados a essa cultura colonialista e antidemocrática.

A FLA está aqui para proteger e salvaguardar a soberania dos Açores, a sua cultura e todos os meios que contribuam para a sua sustentabilidade.

Assim sendo, a FLA irá dar conhecimento do sucedido às instâncias regionais, nacionais e internacionais, que lutam pelos direitos do Homem.

Mais uma vez se constata que, quando se trata de defender os Açores, é a FLA que se encontra na primeira linha.

A História repete-se. Sempre que Portugal pode, esvazia a vontade dos açorianos transformando-os em carne para emigração.

Enganam-se aqueles que pensam que a autonomia é um dado adquirido.




Viva os Açores Livres!