segunda-feira, 20 de junho de 2016

AÇORES : DA IDENTIDADE AO NACIONALISMO



(III) UMA NAÇÃO - UM ESTADO

Esta identidade ímpar do Povo Açoriano, cônscio das suas específicas características, unido numa muito sua fé religiosa, a par duma vontade convergente de preservação de valores que constituem o seu repositório cultural e humanístico, definem a consciência nacional do Povo Açoriano.

SOMOS UMA NAÇÃO; uma Nação integrada na contextura dos povos de civilização ocidental; uma Nação de base cultural e histórica lusa, porém uma Nação que não é Portugal : uma Nação que se chama Açores.

Os orgãos de Governo Regional, contudo, carecem de legitimidade para representar o Povo Açoriano. São orgãos com poderes de prefeitura, outorgados pelo poder político português que não pelo poder político açoriano. Os partidos donde recebem lugares são partidos portugueses, não são partidos açorianos. Os votos que recolheram apenas significam que o Povo Açoriano se pronunciou entre as opções partidárias portuguesas que lhe foram impostas.

Os orgãos de Governo Regional não têm representatividade democrática do Povo Açoriano.

O Povo Açoriano mantém, sem delegação em quaisquer orgãos institucionalizados por Portugal, a legitimidade - que exclusivamente lhe pertence - para formular as suas grandes opções políticas e para o exercício do poder político de Auto Determinação.

O Movimento Independentista Açoriano (MNA/FLA) congregando, como congrega, as grandes correntes de opinião do Povo Açoriano convergentes para a libertação, é o detentor da legitimidade democrática do Povo Açoriano em luta pela independência e soberania.

As nove ilhas do Arquipélago dos Açores constituem o Território Açoriano.

Somos um Povo;

Temos Um Território;
Formamos uma Nação;
Seremos um Estado Independente e Soberano. ]


Obsv: Excerto da palestra «Açores: Da Identidade ao Nacionalismo», proferida a 6/6/1988 no Solar da Graça em PDL pelo Dr. Jose Almeida, e inserta no livro de crónicas «L.A.A.P.A.» de João Pacheco de Melo, publicado em 06.06.2009.